Não tenho, assim como nunca tive bem ao certo, uma descrição definitiva para este blog. Criação mutante, ao sabor das ondas, dos ventos e do que der na telha, este blog é o filho pródigo, menos por suas próprias atitudes e mais pelas minhas. Vai e volta, nunca desaparece. E sempre muda um pouco. Sempre dando chance às minhas viagens e delírios, seja lá qual for a órbita. Resumidamente, em termos gerais e de forma concisa, acho que é isso aí. Leia, participe e seja feliz.

terça-feira, maio 11, 2004

Você pode se lembrar de mim, mas os meus cabelos... Parte II

Ainda no ensejo do post anterior, a constatação de que o Governo Lula tem executado uma política econômica "capitalista na veia" com sucesso, como comprova o Estadão.com de hoje, comprova a tese de que de inesperado mesmo só podemos esperar pela desclassificção do Brasil na Copa 2006.
Fundamentos econômicos em melhor situação que aqueles deixados pelo governo declaradamente voltado aos mercados, isso só pode ser coisa inesperada. Pelo menos para aqueles que sempre duvidaram e tiveram medo de um Governo PT e seus reflexos na política econômica...

Agora, pra fechar esse assunto: quando será que os mercados deixarão de ser a principal notícia dos jornais, dando espaço para as coisas que acontecem nas vidas de pessoas comuns como eu e você? Tenho certeza que são histórias bem melhores de ser contadas que a oscilação do dólar na bolsa de valores...

3 Comments:

Blogger Bicarato said...

Veja não mudou, não: está mais *Veja* do que nunca...
Quanto aos mercados deixarem de ser notícia, fico com o prof. Rubem Alves, que sempre preferiu (ou disse preferir) as tirinhas do Calvin às manchetes econômicas. Mais: *jornal* vem de *diurnalis*, ou que *dura apenas um dia*. Como aquelas borboletinhas minúsculas, que vivem só um dia: mas é o tempo que basta para transarem, procriarem e morrerem (apud o mesmo Rubem Alves)...

11 de maio de 2004 15:13

 
Blogger antonio carlos bicarato said...

Bom... "jornal" até pode ser portador de coisas efêmeras, mas não deixo de concordar com o que disse Josias de Souza numa coluna na Folha uns 2 domingos atrás, que foi comentada inclusive em seu Alfarrábio:
"Houve um tempo em que o Brasil era governado por três Poderes: Exército, Marinha e Aeronáutica. Num processo iniciado sob Sarney, tonificado sob Collor, consolidado sob FHC e mantido sob Lula, o país passou a ser comandado pelo poder monocrático do mercado."

12 de maio de 2004 09:41

 
Blogger antonio carlos bicarato said...

Bom... "jornal" até pode ser portador de coisas efêmeras, mas não deixo de concordar com o que disse Josias de Souza numa coluna na Folha uns 2 domingos atrás, que foi comentada inclusive em seu Alfarrábio:
"Houve um tempo em que o Brasil era governado por três Poderes: Exército, Marinha e Aeronáutica. Num processo iniciado sob Sarney, tonificado sob Collor, consolidado sob FHC e mantido sob Lula, o país passou a ser comandado pelo poder monocrático do mercado."

12 de maio de 2004 09:42

 

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